sábado, 23 de novembro de 2013

Em São Caetano
existe um canto sem nome
uma rua de pássaros estáticos
uma viela sem passos
uma janela sem vista
copas de árvores sem vento
nesse canto só há um sentimento
só há um estar
um ser não
sendo, mas sido
esquecido
em São Caetano existe um canto
entres os trens, os viadutos, ruas arborizadas e postes elétricos
nesse lugar o tempo parou. lugar memória
mas continua, um canto
cantando.
faltou poesia,
fatia, poisé

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Segunda-feira


acordei às 11 horas
3 horas de atraso mundo
toda culpa vem de mim

preciso de um remédio
            de um psicólogo
            de algo que me faça ficar de pé e viver
algo que dê perdão
            de um carinho de minha mãe e
outro do meu amor
preciso dar adeus e cruzar os atlântico
ou o prata
            antes que eu enlouqueça
preciso nadar com tubarões
preciso pular da torre do Banespa
            que alguém me salve das bestas

preciso de paz
só um pouco
nada mais

(poema que eu não consigo alterar)

terça-feira, 24 de setembro de 2013

sábado, 14 de setembro de 2013

sem falar de monte
nem escrever demais

do mundo
    sei bastante
apenas
    o importante
sei
    vida acontece
de instantes

sábado, 31 de agosto de 2013

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

já foi dito que tudo acaba
mas antes que acabe
entenda amor meu
no amor nosso
tudo cabe

segunda-feira, 15 de abril de 2013


o câncer
  cansa de
         ser?


a vida
       visa o
          dar?

A esperança
    espera a
       dança?

E o será,
      um dia
         sarar?
             

terça-feira, 9 de abril de 2013

             Entre
             o seu
                   e
            o meu
    existem dois
                 eu

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Eu queria mudar,
mudar de vista,
mudar de vida
das janelas escondidas.
Muda pessoas,
mudo lábios,
mudas vozes.

Uma rua movimentada e suja,
Augusta ou similar.
Gosto da símile e do prazer,
da visão e de você.

Queria ficar na varanda da Campos Salles com a Cesário Mota,
olhar mulheres passando.
Ando e paro e queria estar neste outro lugar.
Espaço com pessoas caminhando, onde viva alguma história morta.

Alguma esquina barulhenta
em Santo André ou São Paulo
Sendo são ou santo,
sendo André ou Paulo

Queria viver tranquilo com meu amor
e uma torrada com suco de laranja,
seja santa ou louca, sendo boca.

Queria ser outra casa,
outra vida, alguém melhor.
Eu mesmo e outro espelho
que sorri duro, talvez pior.

Tudo mudo dado e parado
para mudar a mudança,
mudar o mutante
por um instante

Queria olhar da janela
ver alguém andando lento
ando e queria outra coisa já
já que mudar que nos muda
mudando o mundo
humano, queria mudar.
  escre
          ver
 peque
          no
          ver
          no
     ver
          so

      só
          ver
Sonho é sono
          com H maiúsculo
Quando nasci,
minha mãe pensou:
que verso pequeno,
Será prematuro? 

Já na escola, falaram
que o verso era
feio, ruim de bola,
sem tato e duro.

No trabalho, citaram
que verso mal, era
não profissional,
sem nenhum apuro.

Mas o meu amor
sempre diz: versa
mais, por favor,
sobre nosso futuro

Com fé na Sé

Mil
meu corpo
Mil
minha direção.
Parece um
Mil
Talvez são.

Para Reinaldo Moraes ( com a devida vergonha )

Haikai ipod
Que viver sem música
só me fode.

A

         No poema
junto ao universo
          se poem

Haicai

Três Linhas,
duas sílabas,
nenhuma rima.
Estagiário
mas logo mais
não estarei
Insônia e crise existêncial
as três da manhã.
Amanhã eu vou me dar mal
foi
futuro do
 oi