segunda-feira, 10 de abril de 2017

vou,
romper o laço,
ao pular da ponte,
com a cor-
-da no pescoço,
nos ombros
o peso
do mundo
faz o mun-
-do rachar,
achar o fim.
eu não tenho
tempo para poesia
no dia de hoje
na noite de ontem

eu não tenho
poesia para o tempo
que sobra
entre um trabalho
e a obrigação
de dormir cedo

Eu não tenho
um temperamento
que ajude nos dias
sem poesia
Nos dias de trens
metros, ônibus
e outras conduções
coercivas a vida

Eu tenho só tempo
de tempestade,
sem poesia
é o que me cabe